Caros alunos,
Segue abaixo os links com os respectivos temas e materiais que irão subsidiar no desenvolvimento do trabalho. Destaco que o último arquivo todos devem fazer o download, pois deve seguir o roteiro de execução conforme descrito.
Um forte abraço!
Prof. Jorge Luiz
Dinâmica Ambiental - Feira de Santana
Evolução do Espaço urbano - Feira de Santana
Espaço Industrial - Feira de Santana
Centro x Periferias / Segregação Espacial em Feira de Santana
Roteiro do Trabalho / por equipes!
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segunda-feira, 11 de abril de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Artigos para estudos - Visita de Campo à Matinha - Feira de Santana / 2° Ano
Caros alunos,
Seguem abaixo os links para download dos artigos que abordam o espaço agrário de Feira de Santana. Destaco que a leitura de todos é imprescindível para o bom desenvolvimento da pesquisa e na participação do campo. Não deixando de destacar que o trabalho será desenvolvido em equipe, a ser definida em sala de aula.
Atenciosamente,
Prof. Jorge Luiz
A Comunidade Negra Rural do Distrito de Matinha dos Pretos - Feira de Santana
A Periurbanização no Município de Feira de Santana
O Espaço Rural no Município de Feira de Santana
História da Matinha - Feira de Santana
Espaço Agrário de Feira de Santana (Página 40 à 79)
Seguem abaixo os links para download dos artigos que abordam o espaço agrário de Feira de Santana. Destaco que a leitura de todos é imprescindível para o bom desenvolvimento da pesquisa e na participação do campo. Não deixando de destacar que o trabalho será desenvolvido em equipe, a ser definida em sala de aula.
Atenciosamente,
Prof. Jorge Luiz
A Comunidade Negra Rural do Distrito de Matinha dos Pretos - Feira de Santana
A Periurbanização no Município de Feira de Santana
O Espaço Rural no Município de Feira de Santana
História da Matinha - Feira de Santana
Espaço Agrário de Feira de Santana (Página 40 à 79)
segunda-feira, 6 de julho de 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Experimento - 1° ano
Olá turma, segue abaixo os experimento, dividos por equipes, a serem desenvolvidos por todos e com data para entrega no dia 30/04/2015.
Compactação do Solo
Luan/Allan/João Silva/Rafel/Rodrigo/Ian/Diego/André W./Octávio
Erosão Hídrica
Sara/Tiago/Beatriz/Fellipe N./André T./Bernard/Flávia/Tarcylla
O Solo como filtro
Anna Beatriz/Lana/Ana Raquel/Kamylla/Valéria/Pedro/João Souza/Filipe L./Aelson
Sequência de Formação do Solo
Ruana/Jenifer/Evelyn/Ronald/Bianca/Vinicius/Iuri/Elise
Compactação do Solo
Luan/Allan/João Silva/Rafel/Rodrigo/Ian/Diego/André W./Octávio
Erosão Hídrica
Sara/Tiago/Beatriz/Fellipe N./André T./Bernard/Flávia/Tarcylla
O Solo como filtro
Anna Beatriz/Lana/Ana Raquel/Kamylla/Valéria/Pedro/João Souza/Filipe L./Aelson
Sequência de Formação do Solo
Ruana/Jenifer/Evelyn/Ronald/Bianca/Vinicius/Iuri/Elise
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Roteiro de Trabalho - 2° ano E.M.
Olá galerinha, segue em anexo roteiro para o desenvolvimento do Trabalho de Campo, vale salientar que essa é a primeira etapa, portanto, excelente pesquisa para todos!
Roteiro de Trabalho - 2° Ano E.M.
Roteiro de Trabalho - 2° Ano E.M.
Orientações para criação dos experimentos - 3°ano
Olá pessoal, segue o material em anexo para orientações na criação do experimentos, sendo assim, executem o download e bom trabalho!
Experimento sobre Erosão do Solo
Sofia/Brenda/Carol/A.Almeida/Ícaro/Heitor/Lemos
Impacto da Gota da Chuva no Solo
Lisandra/Monique/Marcone/Duda/Géssica/Rebeka/
Sequência de Formação do Solo
Duda Santana/Shara Catherine/Victória Passos/Anna Clara/Matheus/Emanuel/Willian
O solo como filtro
Fabian/Karine/Larissa/Maria/Reis/Carlos
Dia para Entrega: 30/04/2015
terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Corrupção: uma questão cultural ou falta de controle?
Suborno, propina, carteirada, “rouba, mas faz”. Casos como Mensalão e
Operação Lava Jato estampando manchetes de jornal. Quem já não escutou
alguém dizer que no Brasil a corrupção é algo natural? Muito se fala que
ela faz parte de quem somos. No entanto, a corrupção é fenômeno
inerente a qualquer forma de governo, seja democrático ou despótico, em
países ricos ou em desenvolvimento. Então o que nos faz acreditar que a
prática é uma característica brasileira, parte do modo de viver que nós
chamamos de “jeitinho brasileiro”?
Bem, primeiro vamos entender o que é corrupção. A palavra corrupção vem do latim corruptus, que significa quebrado em pedaços. Na república romana, ela se referia à corrupção de costumes. No mundo contemporâneo, sua prática pode ser definida como utilização do poder, cargo público ou autoridade – também chamada de tráfico de influência -- para obter vantagens e fazer uso do dinheiro público ilegalmente em benefício próprio ou de pessoas próximas.
Engana-se quem acha que a prática ganha essa nomenclatura apenas quando falamos de grandes corporações ou órgãos públicos. A corrupção privada está presente em atitudes do nosso dia a dia, como desviar dinheiro do condomínio, burlar um imposto, pagar um valor extra para ter um serviço feito antes do tempo legal, subornar um guarda de trânsito para evitar uma multa ou pagar por um lugar melhor na fila do restaurante.
No último ranking da corrupção, organizado pela Transparência Internacional e divulgado em dezembro de 2014, o Brasil aparece na 69ª posição entre 175 países. O ranking mede o índice de percepção da corrupção. Para calcular a nota que define a posição, e vai de 100 (menos corrupto) a zero (mais corrupto), a ONG pergunta a entidades da sociedade civil, agências de risco, empresários e investidores qual é a percepção sobre a transparência do poder público.
O Brasil aparece atrás de países como Uruguai e Chile (ambos no 21º lugar), Botsuana (31º) e Cabo Verde (42º). A Dinamarca manteve o primeiro lugar no ranking com nota 92, seguida da Nova Zelândia (91); Finlândia (89), Suécia (87) e Noruega (86). Na outra ponta da tabela, Somália e Coreia do Norte aparecem em último, com oito pontos.
O que faz da Dinamarca um país menos corrupto? No documento, o país é citado como uma nação que tem um forte Estado de Direito, apoio à sociedade civil e regras claras de conduta para as pessoas que ocupam cargos públicos. O relatório menciona o exemplo dado pelo país de criar um registro público com informações sobre os proprietários de todas as companhias dinamarquesas, iniciativa criada pela ONG norte-americana Global Financial Integrity para o combate à lavagem de dinheiro, à sonegação de impostos e à corrupção. Até agora, apenas Reino Unido e Dinamarca aderiram à campanha.
O ambiente social do país também colabora. O professor dinamarquês Gert Tingaard Svendsen, especialista em corrupção, publicou este ano o livro Trust, onde mostra como na Dinamarca a confiança social é alta. Segundo ele, quando as pessoas confiam umas nas outras e nas instituições, há maior cooperação, a burocracia é menor e os investimentos em segurança são reduzidos.
O professor fez uma pesquisa em 2005, em 86 países, perguntando às pessoas se elas confiavam nas outras. Na Dinamarca, 78% (três em cada quatro pessoas) disseram que sim. O Brasil aparece no final da lista: apenas 10% dos entrevistados (uma em cada 20 pessoas) disseram que confiam nas outras.
Além dos baixos índices de corrupção, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia têm outra coisa em comum: investem alto em educação. Um levantamento feito pela Folha, no final de 2013, apontou que existe sim uma relação entre corrupção e educação.
O estudo cruzou dados do Índice de Percepção da Corrupção e do Pisa, exame internacional que avalia estudantes de 15 e 16 anos em matemática, leitura e ciências. Os dados mostraram que os países menos corruptos estão no topo da lista. O Brasil ficou em 58º na avaliação do Pisa e, em 2013, ocupava o 72º lugar no ranking de corrupção.
Brasil e a corrupção na política
No Brasil, boa parte da percepção de que somos um país corrupto se deve aos sucessivos escândalos políticos de desvios de dinheiro público e à impunidade dos envolvidos na maioria dos casos. Daí surge outra “máxima” do senso comum: a de que “o poder corrompe”.
A frequência de denúncias e a falta de punições criou uma imagem de que a política aqui é, necessariamente, corrupta. Para estudiosos, essa noção é equivocada e contribui para que a corrupção seja aceita de forma quase natural, ou seja, se você foi eleito para um cargo público, já se espera que você não seja honesto.
Entre as práticas de corrupção mais comuns na política estão o nepotismo (quando o governante elege algum parente para ocupar um cargo público), clientelismo (compra de votos), peculato (desvio de dinheiro ou bens públicos para uso próprio), caixa dois (acúmulo de recursos financeiros não contabilizados), tráfico de influência, uso de "laranjas" (empresas ou pessoas que servem de fachada para negócios e atividades ilegais), fraudes em obras e licitações, venda de sentenças, improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
Para muitos, a corrupção é um fator moral e cultural. Como descreveu o antropólogo Sérgio Buarque Holanda no livro Raízes do Brasil (1936), o brasileiro (segundo ele, um indivíduo cordial, que pensa com a emoção) teria desenvolvido uma histórica propensão à informalidade, o que se refletiria nas suas relações com outros indivíduos, instituições, leis e a política.
Esse comportamento explicaria a origem, mais tarde, do “jeitinho brasileiro”. Nessa predisposição à informalidade, entre o que pode e o que não pode por meios legais, a malandragem, o "jeitinho" e frases como "você sabe com quem está falando?", como cita Roberto DaMatta, surgem como formas de se obter vantagens e burlar regras seja no âmbito do poder os nas nossas relações do dia a dia.
Mudar esse comportamento só seria possível com mecanismos de controle e de fiscalização que coíbam ou reduzam as condições para práticas corruptas. Como pontua Claudio Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, no texto Corrupção, ética e moral, hoje a corrupção não é apenas uma questão moral, mas entender o cenário que permite que ela seja tão frequente é fundamental.
“Não é o homem que molda o ambiente, mas o ambiente que molda o homem. São as condições materiais que regulam as interações entre as pessoas que determinam a maior ou menor propensão de elas se meterem em tramóias desonestas. Conforme essa perspectiva interessa pouquíssimo se um indivíduo é honesto ou desonesto. O que importa é que, se o sujeito for desonesto, as condições em que ele age deixem-lhe pouca margem para que aja desonestamente”, pontua Abramo.
O TCU, por exemplo, tem a função de controlar os gastos públicos. Os governantes têm de prestar contas ao órgão sobre suas decisões de gastos. O Ministério Público também recebe denúncias e ajuíza ações penais e civis por improbidade administrativa por meio dos procuradores da República.
Outra ferramenta é a Lei 12.846/2013, conhecida como lei anticorrupção. De caráter não penal, institui e regula a responsabilidade objetiva e civil de empresas pela prática de atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira. Já a Lei da Ficha Limpa, que entrou em vigor em 2010, impede a candidatura em eleições de políticos com condenações por órgãos colegiados, um passo importante para a ética na política.
A Lei de Acesso à Informação Pública (Lei 12.527/2011), que determina que qualquer cidadão tem o direito de examinar documentos produzidos ou custodiados pelo Estado, desde que não estejam protegidos por sigilo ou se referirem a informações de caráter pessoal, também serve para acompanhar os gastos dos governos.
Mas, além da lei, ainda temos que desenvolver o hábito de investigar e acompanhar as atividades dos ocupantes de cargos públicos com ajuda desses mecanismos. Na Suécia, por exemplo, a lei de acesso à informação existe há 200 anos, já sendo parte da rotina dos cidadãos, quem veem na lei uma aliada no combate à corrupção.
E mesmo com esses diversos mecanismos, são muitos os casos em que as brechas na Justiça e legislação permitem que políticos e empresas envolvidos em escândalos não sejam punidos ou cumpram curto período na prisão, recebam benefícios em troca de informações e não sejam banidos da vida pública. Daí surge outra famosa expressão: “o Brasil é o país da impunidade”.
Embora muito se fale que hoje a corrupção no Brasil é mais denunciada do que antigamente, sem a correta punição dos envolvidos é como se de nada adiantasse tomar conhecimento das ilegalidades. Se hoje denunciamos mais, talvez seja hora de avançar para tempos onde também se puna mais.
Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/corrupcao-uma-questao-cultural-ou-falta-de-controle.htm
Bem, primeiro vamos entender o que é corrupção. A palavra corrupção vem do latim corruptus, que significa quebrado em pedaços. Na república romana, ela se referia à corrupção de costumes. No mundo contemporâneo, sua prática pode ser definida como utilização do poder, cargo público ou autoridade – também chamada de tráfico de influência -- para obter vantagens e fazer uso do dinheiro público ilegalmente em benefício próprio ou de pessoas próximas.
Engana-se quem acha que a prática ganha essa nomenclatura apenas quando falamos de grandes corporações ou órgãos públicos. A corrupção privada está presente em atitudes do nosso dia a dia, como desviar dinheiro do condomínio, burlar um imposto, pagar um valor extra para ter um serviço feito antes do tempo legal, subornar um guarda de trânsito para evitar uma multa ou pagar por um lugar melhor na fila do restaurante.
No último ranking da corrupção, organizado pela Transparência Internacional e divulgado em dezembro de 2014, o Brasil aparece na 69ª posição entre 175 países. O ranking mede o índice de percepção da corrupção. Para calcular a nota que define a posição, e vai de 100 (menos corrupto) a zero (mais corrupto), a ONG pergunta a entidades da sociedade civil, agências de risco, empresários e investidores qual é a percepção sobre a transparência do poder público.
O Brasil aparece atrás de países como Uruguai e Chile (ambos no 21º lugar), Botsuana (31º) e Cabo Verde (42º). A Dinamarca manteve o primeiro lugar no ranking com nota 92, seguida da Nova Zelândia (91); Finlândia (89), Suécia (87) e Noruega (86). Na outra ponta da tabela, Somália e Coreia do Norte aparecem em último, com oito pontos.
O que faz da Dinamarca um país menos corrupto? No documento, o país é citado como uma nação que tem um forte Estado de Direito, apoio à sociedade civil e regras claras de conduta para as pessoas que ocupam cargos públicos. O relatório menciona o exemplo dado pelo país de criar um registro público com informações sobre os proprietários de todas as companhias dinamarquesas, iniciativa criada pela ONG norte-americana Global Financial Integrity para o combate à lavagem de dinheiro, à sonegação de impostos e à corrupção. Até agora, apenas Reino Unido e Dinamarca aderiram à campanha.
O ambiente social do país também colabora. O professor dinamarquês Gert Tingaard Svendsen, especialista em corrupção, publicou este ano o livro Trust, onde mostra como na Dinamarca a confiança social é alta. Segundo ele, quando as pessoas confiam umas nas outras e nas instituições, há maior cooperação, a burocracia é menor e os investimentos em segurança são reduzidos.
O professor fez uma pesquisa em 2005, em 86 países, perguntando às pessoas se elas confiavam nas outras. Na Dinamarca, 78% (três em cada quatro pessoas) disseram que sim. O Brasil aparece no final da lista: apenas 10% dos entrevistados (uma em cada 20 pessoas) disseram que confiam nas outras.
Além dos baixos índices de corrupção, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia têm outra coisa em comum: investem alto em educação. Um levantamento feito pela Folha, no final de 2013, apontou que existe sim uma relação entre corrupção e educação.
O estudo cruzou dados do Índice de Percepção da Corrupção e do Pisa, exame internacional que avalia estudantes de 15 e 16 anos em matemática, leitura e ciências. Os dados mostraram que os países menos corruptos estão no topo da lista. O Brasil ficou em 58º na avaliação do Pisa e, em 2013, ocupava o 72º lugar no ranking de corrupção.
Brasil e a corrupção na política
No Brasil, boa parte da percepção de que somos um país corrupto se deve aos sucessivos escândalos políticos de desvios de dinheiro público e à impunidade dos envolvidos na maioria dos casos. Daí surge outra “máxima” do senso comum: a de que “o poder corrompe”.
A frequência de denúncias e a falta de punições criou uma imagem de que a política aqui é, necessariamente, corrupta. Para estudiosos, essa noção é equivocada e contribui para que a corrupção seja aceita de forma quase natural, ou seja, se você foi eleito para um cargo público, já se espera que você não seja honesto.
Entre as práticas de corrupção mais comuns na política estão o nepotismo (quando o governante elege algum parente para ocupar um cargo público), clientelismo (compra de votos), peculato (desvio de dinheiro ou bens públicos para uso próprio), caixa dois (acúmulo de recursos financeiros não contabilizados), tráfico de influência, uso de "laranjas" (empresas ou pessoas que servem de fachada para negócios e atividades ilegais), fraudes em obras e licitações, venda de sentenças, improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
Para muitos, a corrupção é um fator moral e cultural. Como descreveu o antropólogo Sérgio Buarque Holanda no livro Raízes do Brasil (1936), o brasileiro (segundo ele, um indivíduo cordial, que pensa com a emoção) teria desenvolvido uma histórica propensão à informalidade, o que se refletiria nas suas relações com outros indivíduos, instituições, leis e a política.
Esse comportamento explicaria a origem, mais tarde, do “jeitinho brasileiro”. Nessa predisposição à informalidade, entre o que pode e o que não pode por meios legais, a malandragem, o "jeitinho" e frases como "você sabe com quem está falando?", como cita Roberto DaMatta, surgem como formas de se obter vantagens e burlar regras seja no âmbito do poder os nas nossas relações do dia a dia.
Mudar esse comportamento só seria possível com mecanismos de controle e de fiscalização que coíbam ou reduzam as condições para práticas corruptas. Como pontua Claudio Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, no texto Corrupção, ética e moral, hoje a corrupção não é apenas uma questão moral, mas entender o cenário que permite que ela seja tão frequente é fundamental.
“Não é o homem que molda o ambiente, mas o ambiente que molda o homem. São as condições materiais que regulam as interações entre as pessoas que determinam a maior ou menor propensão de elas se meterem em tramóias desonestas. Conforme essa perspectiva interessa pouquíssimo se um indivíduo é honesto ou desonesto. O que importa é que, se o sujeito for desonesto, as condições em que ele age deixem-lhe pouca margem para que aja desonestamente”, pontua Abramo.
Controle e fiscalização
No Brasil, os órgãos fiscalizadores começaram a surgir principalmente depois da Constituição de 1988. Hoje, o Estado possui diversas instituições de controle e fiscalização da atividade governamental, como o TCU (Tribunal de Contas da União), os Tribunais de Contas dos Estados e de vários Municípios, e a CGU (Controladoria Geral da União), criada em 2003.O TCU, por exemplo, tem a função de controlar os gastos públicos. Os governantes têm de prestar contas ao órgão sobre suas decisões de gastos. O Ministério Público também recebe denúncias e ajuíza ações penais e civis por improbidade administrativa por meio dos procuradores da República.
Outra ferramenta é a Lei 12.846/2013, conhecida como lei anticorrupção. De caráter não penal, institui e regula a responsabilidade objetiva e civil de empresas pela prática de atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira. Já a Lei da Ficha Limpa, que entrou em vigor em 2010, impede a candidatura em eleições de políticos com condenações por órgãos colegiados, um passo importante para a ética na política.
A Lei de Acesso à Informação Pública (Lei 12.527/2011), que determina que qualquer cidadão tem o direito de examinar documentos produzidos ou custodiados pelo Estado, desde que não estejam protegidos por sigilo ou se referirem a informações de caráter pessoal, também serve para acompanhar os gastos dos governos.
Mas, além da lei, ainda temos que desenvolver o hábito de investigar e acompanhar as atividades dos ocupantes de cargos públicos com ajuda desses mecanismos. Na Suécia, por exemplo, a lei de acesso à informação existe há 200 anos, já sendo parte da rotina dos cidadãos, quem veem na lei uma aliada no combate à corrupção.
E mesmo com esses diversos mecanismos, são muitos os casos em que as brechas na Justiça e legislação permitem que políticos e empresas envolvidos em escândalos não sejam punidos ou cumpram curto período na prisão, recebam benefícios em troca de informações e não sejam banidos da vida pública. Daí surge outra famosa expressão: “o Brasil é o país da impunidade”.
Embora muito se fale que hoje a corrupção no Brasil é mais denunciada do que antigamente, sem a correta punição dos envolvidos é como se de nada adiantasse tomar conhecimento das ilegalidades. Se hoje denunciamos mais, talvez seja hora de avançar para tempos onde também se puna mais.
Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/corrupcao-uma-questao-cultural-ou-falta-de-controle.htm
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Números do Brasil
Veja resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE feita em 2013 com 362.555 pessoas em 1.100 municípios
Perfil da população brasileira
A Pnad de 2013 mostra uma tendência de envelhecimento da população brasileira. Dos 201,5 milhões de habitantes no país, 13% são idosos, ou seja, têm mais de 60 anos.
Outro destaque foi o aumento da proporção de solteiros no país: de 48,2% do total da população em 2012 para 49,2% em 2013. A definição de solteiro inclui pessoas com união estável ou que se casaram só no religioso.
Saiba mais
Analfabetismo no Brasil
Mas o número de pessoas com 10 anos ou mais que não têm instrução, ou estudaram menos de um ano, subiu de 15,3 milhões para 16 milhões.
Saiba mais
Posse de bens
Na contramão estão aparelhos de rádio (queda de 4,4%) e DVD (-2,8%). Os índices de fogão e TV dentro dos domicílios brasileiros ficaram estáveis.
Saiba mais
Acesso a internet E POSSE DE CELULAR
Pela primeira vez, segundo a Pnad, mais da metade da população brasileira tem acesso a internet. A alta no número de pessoas conectadas foi menor do que em outros anos: menos de 1 ponto percentual entre 2012 e 2013.
O número de pessoas com celular no país manteve o crescimento, mas com alta menor na comparação com outros anos. Em 2012, 72,8% da população tinha o aparelho. Em 2013, o número subiu para 75,5%.
Saiba mais
Desigualdade de renda
O Índice de Gini, que mede a distribuição da renda, passou de 0,496 em 2012 para 0,498 em 2013. Embora a variação seja pequena, o índice voltou para o mesmo patamar de 2011. Considerando os rendimentos de todas as fontes (não apenas a renda do trabalho), a distribuição teve tendência decrescente, o que indica melhora na distribuição.
Saiba mais
Ocupação
A taxa de pessoas economicamente ativas (15 anos ou mais) era de 65,5%, em 2013. Isso indica estabilidade em relação a 2012 – o número era de 65,9%. O trabalho infantil (faixa entre 5 e 13 anos e proibido por lei) diminuiu de 561 mil crianças, em 2012, para 486 mil em 2013.
Saiba mais
Créditos
Edição: Shin Oliva Suzuki (Conteúdo); Léo Aragão (Infografia)Reportagem: Amanda Polato
Infografia: Elvis Martuchelli, Karina Almeida e Roberta Jaworski
Desenvolvedores: Fábio Rosa, Hector Otávio e Rogerio Banquieri
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Conflito no Iraque: Ataques de grupo radical islâmico reacende o perigo da guerra civil
- 30.jun.2014 - Militares reforçam a segurança na fronteira entre Kirku e Tirik, no norte do Iraque
Mas a ofensiva armada de um grupo extremista sunita que pretende derrubar o atual governo do primeiro-ministro, Nouri Al-Maliki, ameaça deixar o país em colapso. Desde janeiro deste ano, o grupo radical sunita do Estado Islâmico (que antes era chamado de Estado Islâmico no Iraque e Levante- EIIL) tem travado combates com o exército iraquiano, que não está conseguindo conter o avanço dos extremistas.
Os insurgentes já ocupam áreas no oeste e no norte do Iraque, como as importantes cidades de Mosul e Tikrit, cuja população é de maioria sunita. Mais de 500 mil pessoas foram forçadas a fugir dessas cidades e procurar refúgio. As forças rebeldes também avançaram rapidamente nas regiões que fazem fronteira com a Síria, Jordânia e Arábia Saudita e assumiram o controle de usinas de eletricidade e campos de petróleo.
Os rebeldes divulgaram imagens na internet que mostram centenas de homens deitados de bruços em trincheiras e sob a mira de fuzis. Relatos indicam que os insurgentes capturam a população com a intenção de soltar os sunitas, enquanto os xiitas são separados para a execução.
A organização não-governamental Human Rights Watch afirma que há indícios de que centenas de homens foram executados e pede que autoridades investiguem esses crimes de guerra. Para a ONG, além do massacre, os ataques podem provocar uma onda de refugiados e são uma ameaça para a segurança de milhares de mulheres.
A população iraquiana é dividida entre sunitas, xiitas e curdos. Os dois primeiros seguem linhas religiosas diferentes do Islã e o último é uma etnia que vive em uma área autônoma. Atualmente, o governo é de maioria xiita.
Em julho, os insurgentes declararam a criação de um “califado sunita” no território dominado no Iraque e no leste da vizinha Síria, país que está em guerra civil. O califado é um antigo sistema político que foi abolido em 1924, após a destituição do Império Otomano.
Segundo o porta-voz do Estado Islâmico, Abu Mohammed al-Adnani, o califado se estenderá da região de Aleppo, no norte da Síria, até Diyala, no leste do Iraque, e terá como califa (líder político e espiritual) o chefe do EEIL, Abu al-Bagdadi.
O grupo também pretende invadir a capital Bagdá para derrubar o atual governo e milícias xiitas da cidade já se preparam para um possível ataque. Além de fundar um Estado islâmico transnacional, a luta armada do EEIL teria o objetivo de governar sob as seculares leis religiosas da sharia (Lei Islâmica baseada no Alcorão, livro sagrado do Islamismo).
Adeptos do jihadismo (guerra santa islâmica), os militantes do EEIL são considerados uma dissidência da rede terrorista Al-Qaeada, responsável pelos atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. O grupo iraquiano é responsável por uma série de ataques terroristas no país que alvejaram as forças de segurança, funcionários do governo e civis xiitas. O EEIL também atua na guerra civil da Síria, apoiando jihadistas que se infiltraram na revolta síria e lutam contra as tropas do governo de Bashar Assad.
Com esse novo cenário de instabilidade, o Iraque pode caminhar para a guerra civil e ter o risco de ser dividido entre territórios sunitas, xiitas e curdos. Além disso, grupos fundamentalistas podem ter controle dos importantes campos de petróleo do país e o processo democrático conquistado pode ser eliminado.
Como retaliação, os EUA enviaram aviões para sobrevoos de reconhecimento sobre Bagdá e afirmou que a intenção é proteger cidadãos e militares americanos na capital. Por enquanto, os norte-americanos estão estimulando uma mudança no atual governo iraquiano, para que ele seja mais inclusivo e abra espaço aos opositores na administração do país. O presidente Barack Obama ainda não autorizou bombardeios em locais tomados pelos rebeldes.
A fragilidade do governo iraquiano e a divisão entre sunitas e xiitas
A disputa por território no Iraque reflete um problema antigo do país: o conflito entre diferentes etnias e identidades religiosas e seus territórios físicos e políticos.Os xiitas são maioria no Iraque e representam entre 60% e 65% da população. Já os sunitas representam entre 32% e 37% da população iraquiana, embora sejam maioria no mundo árabe (correspondem a mais de 85% dos muçulmanos de todo o mundo).
O governo do xiita Al-Maliki é acusado de colocar as minorias sunita e curda em uma posição de inferioridade e sem poder de participação nas decisões. Por meses, integrantes da minoria sunita têm protestado contra Maliki, o acusando de discriminação e corrupção.
Em 2013, o Iraque viveu um ano marcado por conflitos. Por um lado, militantes sunitas atacaram vizinhanças xiitas. Por outro, milícias xiitas iniciaram represálias violentas contra sunitas. Mais de 7.000 civis foram mortos em ataques violentos.
Inicialmente, as ações do EEIL ganharam o apoio de muitos sunitas do noroeste do país, que estavam insatisfeitos e desejavam retomar seu espaço político, enfraquecido desde a queda do sunita Saddam Hussein. O EEIL também se uniu a outras milícias que fazem oposição ao regime de Maliki.
Já os curdos, que vivem na província semiautônoma do Curdistão, possuem seu próprio exército e sonham com a independência. Nas últimas semanas, lideranças curdas afirmaram que farão de tudo para proteger os vilarejos do norte de ataques. Para alguns analistas, as forças de segurança curdas num contexto de guerra civil poderiam retomar a bandeira pela independência do Curdistão.
A atual fronteira do Iraque é uma consequência do Tratado Sykes-Picot, de 1916, quando o Reino Unido e a França fizeram um acordo para dividir o Oriente Médio a partir dos interesses dos dois impérios. Os limites traçados não levaram em conta o complexo sistema tribal e as identidades étnicas de curdos e árabes e as diferenças religiosas entre os xiitas e sunitas.
Antiga parte do Império Otomano e ex-colônia do Reino Unido, o Iraque se tornou independente em 1932, tendo sofrido sucessivos golpes de Estado até a chegada do partido de Saddam Husseim, o Baath, ao poder, em 1968. A política era dominada pelos sunitas desde então. Nos anos 1970 e 1980, o país viveu sob a ditadura de Husseim, que na época, era aliado dos EUA. Quando o ditador invadiu a Arábia Saudita, deu início à Guerra do Golfo.
Em 2003, o presidente norte-americano George W. Bush invadiu o Iraque novamente, sob o pretexto de que ele teria armas de destruição em massa. A invasão mudou o balanço de forças e os xiitas ascenderam ao poder, polarizando ainda mais a disputa política com os sunitas.
A influência da crise iraquiana no Oriente Médio
Para muitos analistas, o avanço do Estado Islâmico e sua influência vai impactar o Oriente Médio mais do que a Primavera Árabe. Os EUA teme que o conflito se espalhe para países vizinhos e estimule ataques terroristas de jihadistas ao Ocidente.Milicianos ligados ao EEIL já controlam os postos da fronteira do Iraque com a Jordânia, país que tem um exército institucionalizado. Analistas avaliam que os milicianos poderiam tentar desestabilizar o país por meio de ataques terroristas.
O Irã, tradicional apoiador dos xiitas no Iraque, reforçou seu apoio ao governo de Al-Maliki e disponibilizou ajuda militar. Para analistas do Ocidente, o apoio do Irã poderia ser fundamental para equilibrar o conflito.
Vizinha do Iraque, a Arábia Saudita posicionou 30 mil soldados na divisa com a fronteira iraquiana. O rei saudita Abdullah disse à imprensa local que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu país contra potenciais ameaças terroristas. Maior exportador de petróleo do mundo, a Arábia Saudita é uma tradicional aliada dos EUA e do Ocidente.
Na Síria, o presidente Bashar Assad atacou alguns alvos do EEIL em Raqqa e na fronteira iraquiana. O grupo Hezbollah (que é a favor de Assad) declarou que está preparado para lutar contra o EEIL.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Petróleo no Pré-Sal Brasileiro - Atualidades
Foi iniciado em outubro de 2013 o primeiro leilão para
exploração do petróleo formado na camada pré-sal. A área destinada
situa-se no campo de Libra, a maior reserva do óleo em águas profundas
do mundo.
O contrato oferecido pelo Governo para
as empresas interessadas inaugura uma nova forma de exploração do
mineral, a chamada “gestão compartilhada”: segundo esse modelo, a
Petrobras será operadora exclusiva do campo, terá participação
obrigatória de 30% do petróleo produzido e será criada uma agência
reguladora para acompanhar a execução do projeto, chamada PPSA. Além
disso, será considerada vencedora do leilão a licitante que oferecer a
maior parcela de lucro pela extração do óleo, descontados os tributos e
os royalties, para a União. Segundo o edital, a oferta mínima é
de 41,65%. Mais ainda, a vencedora deverá pagar um bônus de R$ 15
bilhões para o Governo brasileiro.
Tudo isso, segundo os liberais, deixa o
negócio pouquíssimo atrativo para as empresas privadas. Além dos altos
valores e participação obrigatória da estatal brasileira, há o risco do
projeto naufragar: ainda não se sabe exatamente qual o custo da extração
do petróleo de camadas tão profundas do oceano. Esse grupo parece ter
razão ao notarmos que as gigantes mundiais do petróleo, como a britânica
BP e a americana ExxonMobil, preferiram não participar da disputa. O
Governo esperava cerca de 40 empresas habilitadas. Apareceram apenas 11,
das quais 06 são estatais de outros países, principalmente da China.
Alguns analistas indicam que os chineses têm grandes chances de vencer o
leilão, porque não estariam preocupados com o lucro, mas sim com o
acesso a reservas de petróleo.
Há, ainda, um outro dado: até poucas
horas antes da abertura dos lances, negociações entre os concorrentes
indicavam que seria formado um único consórcio para apresentar oferta, o
que faria ruir a expectativa de concorrência na licitação. Consequência
imediata: a parcela de participação da União ficaria no mínimo
estipulado, 41,65%.
Dessa vez, não são só os liberais que
preveem um certo fiasco. Membros da esquerda e os trabalhadores da
indústria do petróleo há tempos se manifestam contra a decisão da
Presidência de privatizar a riqueza pátria. Considerando as recentes
denúncias de espionagem do governo americano, acreditam que estaríamos
vendendo nosso petróleo aos interesses estrangeiros e abrindo mão de
grande parte da soberania nacional. A área ao redor do hotel onde
ocorrerá o certame conta com forte esquema de segurança integrado pela
Polícia Militar, Força Nacional de Segurança, Exércio e Agência
Brasileira de Inteligência. Em tempos de manifestações populares, a
tensão é inafastável.
É interessante notar, de uma forma ou de
outra, que não importa o alinhamento político deste ou daquele
governante quando confrontados com a necessidade de promover
investimentos e obter lucro com as empresas estatais. Quem sempre foi
contra a privatização acaba cedendo e oferece, ao invés da empresa em
si, o próprio objeto a ser explorado. Reconhece-se, assim, que algumas
coisas estão além das forças do Estado e cabe ao capital suplementá-las.
O Governo nega, por sua vez, que seja
uma privatização (afinal, tenta manter a coerência com todas as críticas
que promoveu no passado). Afirma que o modelo de gestão compartilhada
manterá altíssimos níveis de retorno financeiro ao país e justifica a
decisão diante da incerteza da quantidade explorável do petróleo
pré-sal - cenário que não permitiria o empenho exclusivo da Petrobras no
processo. Ao mercado, contudo, divulga que o potencial do campo de
Libra é “inimaginável” e conclama as empresas privadas a participarem
dos leilões diante das expectativas de lucro no longo prazo.
Como diz o ditado: ser pedra é fácil, o
difícil é ser vidraça. De nossa parte, parabenizamos o Governo pela
decisão de privatizar a exploração da área pré-sal e pelo novo modelo
proposto (que realmente tenta alinhar os interesses nacionais com os das
empresas privadas, numa relação de ganho mútuo), desejamos sucesso a
esse leilão e aos próximos e esperamos que as manifestações deles
decorrentes sejam pacíficas e ligadas exclusivamente ao debate natural
que um assunto de tamanha grandeza gera na sociedade.
Bons estudos!
terça-feira, 23 de julho de 2013
Interpretação de climograma
O
Climograma de Gaussen:
A análise do climograma é feita sempre comparando-se a taxa de precipitação e a temperatura. Quando as barras do histograma estão abaixo da linha de temperatura significa que há mais calor do que precipitação. Entretanto, isso nem sempre quer dizer que o clima é seco: alguns climogramas utilizam o índice conhecido como “índice de Gaussen” para o qual deve se obedecida a relação: P=2T, ou seja, o valor máximo estabelecido para a precipitação deve ser pelo menos duas vezes o valor do da temperatura máxima.
EXEMPLIFIANDO: O que seria um mês seco?
Mês seco é considerado aquele em que o total mensal das precipitações é igual ou menor que o dobro da temperatura média, ou seja, matematicamente expressamos como sendo:
- Mês seco é quando: P = ou < 2xT
Exemplo: um mês com temperatura media de 30°C e chuva de 50 mm é considerado um mês seco.
Como se lê um climograma:
Nos climogramas, as colunas azuis representam as medias mensais de chuvas e as linhas vermelhas, as médias mensais de temperatura. A quantidade de chuva ou precipitação média em milímetros está marcada no eixo vertical azul situado do lado esquerdo de quem olha o climograma (0, 100, 200, 300 e 400 mm). As temperaturas do ar atmosférico, medidas em graus Celsius (°C), estão marcadas no eixo vertical vermelho situado do lado direito de quem olha o climograma (0°C, 10°C, 20°C, 30°C e 40°C).
Veja os climogramas abaixo:
Climograma (o grego clima: clima, e grama: escrita) é um gráfico que representa as médias mensais de temperatura do ar atmosférico e de chuva de um lugar.
O climograma é uma ferramenta clássica de representação do clima que permite uma compreensão mais fácil do perfil climático de determinada região. Através do climograma pode se representar graficamente as variações de temperatura e precipitações durante um determinado período de tempo, geralmente de 1 ano.
O climograma é uma ferramenta clássica de representação do clima que permite uma compreensão mais fácil do perfil climático de determinada região. Através do climograma pode se representar graficamente as variações de temperatura e precipitações durante um determinado período de tempo, geralmente de 1 ano.
A análise do climograma é feita sempre comparando-se a taxa de precipitação e a temperatura. Quando as barras do histograma estão abaixo da linha de temperatura significa que há mais calor do que precipitação. Entretanto, isso nem sempre quer dizer que o clima é seco: alguns climogramas utilizam o índice conhecido como “índice de Gaussen” para o qual deve se obedecida a relação: P=2T, ou seja, o valor máximo estabelecido para a precipitação deve ser pelo menos duas vezes o valor do da temperatura máxima.
Com
o uso do climograma é possível identificar os períodos de estiagem, as épocas
onde a precipitação é maior e até fazer comparações entre os climas de localidades diferentes através da
comparação de seus climogramas
EXEMPLIFIANDO: O que seria um mês seco?
Mês seco é considerado aquele em que o total mensal das precipitações é igual ou menor que o dobro da temperatura média, ou seja, matematicamente expressamos como sendo:
- Mês seco é quando: P = ou < 2xT
- onde
P é a precipitação (mm) e T a temperatura do ar (°C).
Exemplo: um mês com temperatura media de 30°C e chuva de 50 mm é considerado um mês seco.
Como se lê um climograma:
Nos climogramas, as colunas azuis representam as medias mensais de chuvas e as linhas vermelhas, as médias mensais de temperatura. A quantidade de chuva ou precipitação média em milímetros está marcada no eixo vertical azul situado do lado esquerdo de quem olha o climograma (0, 100, 200, 300 e 400 mm). As temperaturas do ar atmosférico, medidas em graus Celsius (°C), estão marcadas no eixo vertical vermelho situado do lado direito de quem olha o climograma (0°C, 10°C, 20°C, 30°C e 40°C).
Veja os climogramas abaixo:
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Relembre manifestações populares que marcaram a história do Brasil
Em uma semana, ocorreram quatro grandes protestos na cidade de São Paulo contra o aumento da passagem do transporte público. O primeiro foi no dia 6 de junho; os seguintes aconteceram nos dia 7, 11 e 13. Todos eles resultaram em confrontos com a polícia militar. A cada edição, o número de manifestantes era maior – assim como a violência usada para contê-los. No dia 13, mais de 200 pessoas foram presas, incluindo jornalistas, e foram publicados na internet inúmeros vídeos e relatos de pessoas que presenciaram extrema violência policial contra manifestantes e transeuntes pacíficos. Os protestos se espalharam por dezenas de cidades do país (e de fora dele) e, em algumas delas, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, o aumento da tarifa foi revogado. Mesmo nesses lugares, enormes manifestações continuam sendo feitas – porém, seus participantes têm agora reivindicações variadas, pouco objetivas e, muitas vezes, contraditórias entre si. Muitos manifestantes que iam às ruas no início criticam o rumo que o movimento está tomando. Há os otimistas porque “o povo acordou” e também os que temem um golpe de Estado. Ninguém sabe o que irá acontecer.
Este é um bom momento para relembrar outros movimentos populares que fizeram história no país – há boas chances de algo do tipo ser abordado nos vestibulares deste ano.
Apesar de ter sido um movimento de caráter político-militar (e, por isso, não entrará na lista), a Intentona Comunista de novembro de 1935 merece atenção especial, segundo o professor de história do cursinho do XI, Samuel Loureiro. Trata-se de uma tentativa fracassada de golpe contra o governo de Getúlio Vargas feita pelo PCB (na época, Partido Comunista do Brasil) em nome da Aliança Nacional Libertadora. É que o movimento tem uma característica importante que remete aos protestos desta semana: a tarifa zero do transporte público. Foi estabelecido um governo revolucionário em Natal, no Rio Grande do Norte, que determinou que os bondes seriam gratuitos para a população. Mas esse governo durou apenas três dias. Vamos à lista de movimentos liderados pelo povo:
1. Revolta da vacina, de 10 a 16 de novembro de 1904 (República Velha)
O que foi: Uma revolta dupla – dos militares e do povo. “O povo da cidade do Rio de Janeiro rebelou-se contra a lei que tornava a vacinação obrigatória, criada pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Juntaram-se a eles os alunos da Escola Militar da Praia Vermelha. Os militares tentaram afastar o presidente Rodrigues Alves do governo para tentar voltar ao poder, mas acabaram sendo presos e a escola militar foi fechada”, explica o professor de história do cursinho do XI, Samuel Loureiro. A cidade virou um campo de guerra; a população depredou lojas, incendiou bondes, fez barricadas, atacou as forças da polícia com pedras, paus e pedaços de ferro. Foram registrados 30 mortos e 110 feridos. Mas o que levou as pessoas a se irritarem tanto? A matéria ”Rio: cidade doente”, da revista Aventuras na História responde:
“Não é difícil entender por que o povo ficou contra a vacina. Pela lei, os agentes de saúde tinham o direito de invadir as casas, levantar os braços ou pernas das pessoas, fosse homem ou mulher, e, com uma espécie de estilete (não era uma seringa como as de hoje), aplicar a substância. Para alguns, isso era uma invasão de privacidade – e, na sociedade de 100 anos atrás, um atentado ao pudor. Os homens não queriam sair de casa para trabalhar, sabendo que suas esposas e filhas seriam visitadas por desconhecidos. E tem mais: pouca gente acreditava que a vacina funcionava. A maioria achava, ao contrário, que ela podia infectar quem a tomasse. O pior é que isso acontecia. A vacina não era tão eficaz como hoje”.
2. Greves operárias do início do século 20
O que foi: Até o início do século 20, não havia direitos trabalhistas: os salários eram baixos, a jornada de trabalho era enorme, havia o emprego maciço de mão de obra infantil. Muitos trabalhadores eram imigrantes europeus fortemente influenciados pelos princípios anarquistas e comunistas. Essa influência foi importantíssima para a eclosão das greves operárias da época. Em 1905, foi criada a Federação Operária de São Paulo, que reunia as associações de trabalhadores da cidade. Em abril do ano seguinte, o Rio de Janeiro recebeu o 1º Congresso Operário Brasileiro, evento considerado a origem do sindicalismo no Brasil. No dia 1º de maio de 1907, eclodiu a primeira greve geral da história do Brasil. A greve, que durou até o meio de junho, foi reprimida com violência, mas conseguiu fazer com que muitas empresas adotassem a jornada de oito horas de trabalho.
A segunda greve geral veio em 1917 e começou em São Paulo. Com a crise no comércio exterior causada pela Primeira Guerra, os preços aumentavam, os alimentos sumiam das prateleiras e os salários diminuíam. Enquanto isso, os patrões voltaram a esticar as jornadas de trabalho. Em 9 de julho, os trabalhadores organizaram uma passeata. A polícia avançou sobre a multidão com seus cavalos e atirou. Antonio Martinez, um sapateiro, foi morto. O assassinato revoltou ainda mais os trabalhadores: dias depois, o movimento se tornou uma greve geral com 45 mil pessoas paradas – praticamente todos os operários da capital paulista. A imprensa da época tratava as agitações como anarquistas e os patrões, como caso de polícia. Havia revistas nos passageiros dos bondes e em todos os operários e populares que transitavam pelas ruas. Mas, a partir de então, o movimento operário passou a ser reconhecido como algo representativo e os patrões passaram a negociar com eles.
“O primeiro presidente a negociar com o movimento operário e a admitir sua existência foi o General Hermes da Fonseca (1910-14)”, explica o professor Samuel. Mas a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que unificou toda a legislação trabalhista então existente no Brasil, foi criada em 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas durante o período do Estado Novo, entre 1937 e 1945. “Mas é importante notar que essa legislação veio para conter o movimento operário e aliviar a pressão social; não foi por bondade do presidente. Vargas era considerado o pai dos pobres, mas também a mãe dos ricos”.
3. Passeata dos 100 mil, 16 de junho de 1968, no Rio de Janeiro
O que foi: Uma manifestação uma popular de protesto contra a ditadura militar, organizada pelo movimento estudantil e com a participação de artistas, intelectuais, setores da Igreja e outros da sociedade brasileira. Embora dois estudantes já tivessem sido mortos em confrontos com a polícia durante aquele ano, o clima da passeata esteve mais para o festivo. Uma chuva de papel picado caiu sobre os participantes do protesto e cinco estudantes acabaram presos. Em outubro, confrontos envolvendo facções da direita e da esquerda resultaram uma verdadeira batalha entre alunos da Universidade Mackenzie e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. A matéria “O ano que sacudiu o mundo“, da revista Aventuras na História, descreve:
“A coisa começou com meras agressões verbais entre esquerdistas da USP e anticomunistas do Mackenzie, mas a escalada da briga passou a contar com rojões, paus, pedras, coquetéis molotov, vidros com ácido sulfúrico e até tiros – um estudante do lado da USP acabou morrendo. No mesmo mês, o congresso (clandestino) da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna, São Paulo, foi invadido pela polícia, que levou para a cadeia cerca de 900 estudantes. Os pais dos jovens presos, alguns dos quais funcionários públicos, também foram perseguidos pela repressão.”
Depois disso, o deputado Márcio Moreira Alves, membro de um Congresso que ainda acreditava ser independente, criticou duramente a repressão aos movimentos de oposição e chegou a sugerir que as jovens brasileiras não namorassem mais oficiais do Exército. Veja o discurso no vídeo abaixo:
A resposta do governo militar ao discurso e à polarização do país veio em 13 de dezembro com o Ato Institucional número 5, que concedeu poderes praticamente ilimitados ao presidente da República para dissolver o Congresso, retirar direitos políticos e civis de dissidentes e até confiscar seus bens. O presidente se justificou dizendo que havia feito isso para “salvar a democracia”. A repressão só deixou os ânimos ainda mais exaltados. Guerrilhas urbanas e rurais tentaram, sem sucesso, contra-atacar os militares no fim dos anos 60 e começo dos anos 70. Apesar de terem sido derrotadas, a mística que surgiu em torno da resistência brasileira em 1968 acabaria virando o modelo da luta pela redemocratização do país.
4. Comícios das Diretas Já (1984)
Antes disso, um comício na praça da Sé, em São Paulo, reuniu entre 300 e 400 mil pessoas que cantavam “Um, dois, três, quatro, cinco, mil, queremos eleger o presidente do Brasil.” Esse comício foi decisivo porque engrossou a mobilização que depois levaria milhões de pessoas às ruas de outras capitais. A campanha tinha nascido no ano anterior, assim como a Proposta de Emenda Constitucional número 5, do deputado federal Dante de Oliveira. Pela emenda, o presidente da República seria eleito por voto direto, e não pelo Colégio Eleitoral – que reunia os congressistas e mais seis membros da bancada majoritária em cada Assembléia Legislativa. A iniciativa ganhou o apoio do grupo oposicionista que incluía o senador Teotônio Vilela e o deputado Ulysses Guimarães.
5. Impeachment de Collor (1992)
O que foi: Denúncias de corrupção envolvendo o presidente Fernando Collor começaram a aparecer aos montes na imprensa em 1992. Pedro Collor, seu irmão mais novo, entregou um dossiê para a imprensa com denúncias de corrupção envolvendo o presidente e PC Farias, tesoureiro de sua campanha eleitoral. Todo mundo já andava extremamente descontente com seu mandato: as medidas de seu governo levaram à recessão do país e desagradaram a boa parte dos partidos políticos e da população. A inflação acumulada no primeiro ano de seu governo foi de 4.853% e o confisco das cadernetas de poupança atingiu em cheio a elite brasileira, que logo ficou contra o presidente. Com as denúncias, o povo, revoltado, realizou passeatas em vários estados para exigir o impeachment. Uma das principais foi em São Paulo, no dia 18 de setembro, reunindo cerca de 750 mil pessoas.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Redes Geográficas
Redes Geográficas
Os fluxos de globalização ocorrem através de
redes, que abarcam o mundo inteiro, mas não todo o espaço
geográfico.Eles atingem principalmente os lugares mais bem equipados com
infra-estrutura de transportes, comunicações, hospedagem,,etc.Esses
lugares forma os pontos de interconexões das redes globais.
O
espaço geográfico é composto por um denso emaranhado de redes, por meio
das quais ocorrem fluxos dos mais variados tipos.Há redes de
comunicação(televisão, radio, telefone, computadores, ligados por
satélites e cabos de fibras ópticas), redes de rodovias, ferrovias,
hidrovias e aerovias, pelas quais flui mercadorias e pessoas, e muitas
outras.Essas redes podem abranger o espaço geográfico local, nacional,
regional e mundial.Frases de importantes geógrafos sobre REDES GEOGRÁFICAS...
Rede Geográfica: “conjunto de localizações sobre a superfície terrestre articulado por vias e fluxos” (Roberto Lobato Corrêa, Redes Geográficas e Teoria dos Grafos)
“A rede faz e desfaz as prisões do espaço tornado território: tanto libera como aprisiona. É porque ela é “instrumento”, por excelência, do poder” (RAFFESTIN, 1980)
“Os poderes centrais dedicam, agora, mais à mobilidade das idéias e das ordens do que àquela das pessoas.” (P. Claval, 1989)
‘Os fluxos, de todo tipo – das mercadorias às informações pressupõe a existência das redes.” (Dias, 1995)
“A primeira propriedade das redes é a conexidade – qualidade de conexo -, que tem ou em que há conexão, ligação. Os nós das redes são assim lugares de conexões, lugares de poder e de referência, como sugere Raffestin” (Dias, 1995)
OS COMPLEXOS REGIONAIS BRASILEIROS
OS COMPLEXOS REGIONAIS BRASILEIROS
O conceito de Região é um dos mais importantes da Geografia. Abordada
por diversas correntes do pensamento geográfico, a região é uma
subdivisão do espaço definida a partir de critérios objetivos
pré-estabelecidos por quem faz a regionalização.
Existem regionalizações formais e informais. Há, ainda, regionalizações administrativas e científicas. Para entendê-las melhor, analisaremos as principais formas de divisão regional do Brasil.
A divisão oficial do Brasil, feita pelo IBGE, é um exemplo de divisão formal e administrativa. Ela contém as cinco Macrorregiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Essa divisão baseia-se nas características naturais do território nacional (relevo, clima) mas também se dá em função da composição social e dos atributos econômicos.
Obedecendo os limites das fronteiras entre os estados da federação, essa divisão regional facilita a compreensão das realidades nacionais a partir das informações estatísticas produzidas e agrupadas por cada estado. Esses dados são usados por prefeitos, governadores e pela presidência para planejar as ações governamentais sobre os territórios.
Sendo muito genérica a divisão do Brasil em macrorregiões, o IBGE elaborou subdivisões mais profundas que permitissem o trabalho de planejamento territorial de forma mais eficiente. Assim surgem as Mesorregiões e as Microrregiões.
As mesorregiões se diferenciam pela estrutura produtiva ou por elementos naturais muito marcantes. As Microrregiões são diferenciadas essencialmente pelas formas dominantes de uso do solo e pela relevância de um centro urbano regional.
Um exemplo de divisão informal e científica do Brasil é a divisão em Complexos Geoeconômicos Regionais. Contemplando as características econômicas do território, inclusive os processos históricos que marcaram sua apropriação, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger elaborou uma divisão que não obedece aos limites dos estados do Brasil.

Ela pode ser definida como uma divisão informal já que não possui um caráter oficial e pode ser definida como científica na medida em que sua elaboração obedece os rigores da análise geoeconômica do território brasileiro e sua apropriação histórica, como já assinalamos. Nela não existem 5 macrorregiões mas 3 complexos regionais: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul.
Existem regionalizações formais e informais. Há, ainda, regionalizações administrativas e científicas. Para entendê-las melhor, analisaremos as principais formas de divisão regional do Brasil.
A divisão oficial do Brasil, feita pelo IBGE, é um exemplo de divisão formal e administrativa. Ela contém as cinco Macrorregiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Essa divisão baseia-se nas características naturais do território nacional (relevo, clima) mas também se dá em função da composição social e dos atributos econômicos.
Obedecendo os limites das fronteiras entre os estados da federação, essa divisão regional facilita a compreensão das realidades nacionais a partir das informações estatísticas produzidas e agrupadas por cada estado. Esses dados são usados por prefeitos, governadores e pela presidência para planejar as ações governamentais sobre os territórios.
Sendo muito genérica a divisão do Brasil em macrorregiões, o IBGE elaborou subdivisões mais profundas que permitissem o trabalho de planejamento territorial de forma mais eficiente. Assim surgem as Mesorregiões e as Microrregiões.
As mesorregiões se diferenciam pela estrutura produtiva ou por elementos naturais muito marcantes. As Microrregiões são diferenciadas essencialmente pelas formas dominantes de uso do solo e pela relevância de um centro urbano regional.
Um exemplo de divisão informal e científica do Brasil é a divisão em Complexos Geoeconômicos Regionais. Contemplando as características econômicas do território, inclusive os processos históricos que marcaram sua apropriação, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger elaborou uma divisão que não obedece aos limites dos estados do Brasil.

Ela pode ser definida como uma divisão informal já que não possui um caráter oficial e pode ser definida como científica na medida em que sua elaboração obedece os rigores da análise geoeconômica do território brasileiro e sua apropriação histórica, como já assinalamos. Nela não existem 5 macrorregiões mas 3 complexos regionais: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul.
A Amazônia coincide, essencialmente, com a Amazônia Legal, incluindo o norte do estado do Mato Grosso e o oeste do estado do Maranhão, ou seja, áreas que não pertencem à macrorregião norte.
Além da particularidade ecogeográfica, a região é marcada pelos menores níveis de industrialização do país. Destacam-se as culturas de subsistência, o extrativismo vegetal, os grandes projetos de mineração e a expansão recente - e devastadora - da fronteira agrícola nacional.
O complexo do Nordeste abarca todos os estados da macrorregião nordestina - exceto o oeste maranhense - e inclui a mesorregião Norte de Minas (MG), onde as características físicas, sociais e econômicas se assemelham muito mais com o sertão nordestino do que com o sudeste industrializado.
Subdividido em Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte,o complexo do Nordeste tem múltiplas características e grande diversidade interna impostas pela natureza e pela apropriação histórica do espaço nordestino.
O complexo do Centro-Sul reúne os estados do sul, sudeste e centro-oeste, exceto as frações já mencionadas que pertencem aos complexos da Amazônia e do Nordeste. Trata-se do complexo onde a presença e os desdobramentos da influência das indústrias são maiores. O eixo São Paulo - Rio de janeiro - Minas Gerais forma o centro pulsante da atividade industrial, a core area do país.
A industrialização peculiar da região sul e a expansão da agroindústria pelo oeste paulista e centro-oeste completam o painel com os principais componentes econômicos desse que é o maior e mais diversificado complexo regional brasileiro.
Se a divisão oficial do Brasil em cinco macrorregiões é genérica, a divisão em complexos regionais é ainda mais. No entanto representa um esforço notável de análise e síntese das principais características histórico-econômicas do território brasileiro.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Déficit habitacional: Brasil precisa de quase 8 milhões de moradias
Déficit habitacional: Brasil precisa de quase 8 milhões de moradias
Nas últimas semanas, dezenas de famílias perderam tudo o que tinham em incêndios que atingiram favelas na cidade de São Paulo. O tempo seco, o acúmulo de lixo e as ligações elétricas clandestinas estão entre as principais causas dessas tragédias.
Para os moradores de 1.632 favelas da capital, a ameaça de incêndio faz parte da rotina. Somente neste ano foram registrados 32 casos. A precariedade das moradias – muitas feitas de madeira e coladas umas nas outras – e a dificuldade de acesso às vielas pelo Corpo de Bombeiros fazem com que o fogo se alastre rapidamente.Em sua maior parte, essas comunidades estão localizadas em áreas invadidas e a prefeitura e concessionárias de luz e água não podem prestar serviços. Por isso, moradores improvisam instalações elétricas, o que provoca curtos-circuitos e acidentes. O lixo acumulado, em razão da falta de coleta e de famílias que sobrevivem da reciclagem, é outro fator de risco.
No último incêndio, ocorrido no Morro do Piolho, o tempo seco e os ventos ajudaram a propagar as chamas, que consumiram rapidamente 300 dos 700 barracos existentes no local. Mais de mil pessoas ficaram desabrigadas e perderam móveis, roupas e documentos.
O drama dessas famílias, no entanto, não é um caso isolado no país. Se no inverno os incêndios são o maior perigo, no verão, moradores de áreas de risco em morros sofrem com as chuvas. Há dois anos, 168 pessoas morreram em deslizamentos de terra em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Tanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos quanto a Constituição brasileira reconhecem que moradia é um direito fundamental do cidadão. Mas essa não é a realidade de milhares de brasileiros que moram em favelas, cortiços e comunidades carentes, sem saneamento básico (água potável e rede de esgoto), eletricidade e outras melhorias.
Entre os problemas sociais relacionados à falta de moradia estão a exclusão social, o desemprego e a violência. Na maioria das favelas, traficantes aproveitam a ausência do Estado para criar facções criminosas que cooptam e coagem as comunidades. Há ainda conflitos de natureza social e política envolvendo movimentos como os sem-terra e os sem-teto.
Déficit
Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, o déficit habitacional brasileiro é de 5,8 milhões de famílias, o que representa um índice de 9,3% de famílias que não têm onde morar ou vivem em condições inadequadas. Os dados foram obtidos com base no PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, feito pelo IBGE.
Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro possuem as maiores carências, com índices, respectivamente, de 19% e 9,3%.
Em outro relatório, divulgado há um ano pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), foi apontado um déficit de 7,9 milhões de moradias no país, o que corresponde ao total de 14,9% dos domicílios.
Uma pesquisa mais recente, divulgada pela ONU, mostrou que em toda a América Latina o déficit habitacional subiu de 38 milhões de residências em 1990 para algo entre 42 milhões e 51 milhões em 2011.
Segundo a ONU, trata-se de um dos maiores desafios dos países da região. Por outro lado, o índice de pessoas que vivem em condições precárias caiu de 33% em 1990 para 24% em 2010. No Brasil, o percentual é de 30%, de acordo com a ONU.
Migração
O déficit habitacional é causado pela falta de políticas públicas e por transformações sociais, como o êxodo rural e a mudança do perfil das famílias.
Em toda a América Latina, nas últimas décadas, houve um aumento da população urbana, provocando um crescimento desordenado nas grandes cidades. No Brasil, a migração de famílias do campo para as cidades, em busca de emprego no setor industrial e na construção civil, não foi acompanhada de uma política de urbanização. Tal fato contribuiu para o surgimento tanto das comunidades em morros cariocas quanto nas favelas paulistas.
Na década de 1960, pela primeira vez a população urbana ultrapassou em números a rural. Nos anos 1990 houve o término do fluxo migratório e, no começo do século 21, a população urbana já representava 80% do total da população do país.
Soma-se a isso o envelhecimento da população e as mudanças no perfil familiar, com maior número de divórcios e solteiros na idade adulta, e há um aumento considerável na demanda por domicílios nas cidades.
BNH
Foi somente a partir dos anos 1960 que o governo brasileiro passou a desenvolver programas de planejamento habitacional, com o objetivo de reduzir o déficit de moradias.
Durante o período da ditadura, de 1964 a 1986, vigorou o BNH (Banco Nacional de Habitação), que era responsável pela construção de casas populares no país. O órgão financiou 4,5 milhões de casas para famílias de classe média, o que representou 24% de todo o mercado habitacional.
No entanto, especialistas apontam que o programa – reconhecido como o primeiro de abrangência nacional para a área de habitação – falhou em não atingir um público de baixa renda, sem condições de financiar uma casa própria, que por sua vez engrossou o contingente de moradores de favelas, cortiços e loteamentos clandestinos.
A partir de 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a política habitacional foi concentrada no Ministério das Cidades. Nesse setor, o principal destaque é o programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 2009 com a meta de construir um milhão de moradias para atender famílias com renda até 10 salários-mínimos. O programa foi reformulado no governo da presidente Dilma Rousseff e objetiva construir mais 2 milhões de casas até 2014, 60% desse total voltado para famílias de baixa renda.
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